Coletivo de Santana de Parnaíba é conhecido como Ponto de Cultura

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Governo do Estado premiou Movimento Dramaturgia Rural no fim do ano passado. (Foto: Divulgação)

O município de Santana de Parnaíba teve três iniciativas culturais reconhecidas pelo Programa Pontos de Cultura do Governo do Estado em dezembro do ano passado. Entre as ações contempladas, está o Movimento Dramaturgia Rural, coletivo formado em 2012, voltado ao teatro.

Em entrevista ao Jornal da Cidade e Região, Cintia Sales, membro do coletivo, conta como surgiu o movimento, iniciativas realizadas, que não se resumem ao âmbito teatral e sobre a importância do reconhecimento. "Com o prêmio, pretendemos oferecer em parceria com a Associação de Moradores da Cidade São Pedro, oficinas de Teatro, Dança, Yoga, Agroecologia e alfabetização de adultos", disse.

Como surgiu o movimento Dramaturgia Rural?

O Movimento de Dramaturgia Rural foi fundado em 2012 como um coletivo voltado ao Teatro. Na época, Weber Carvalho, que já desenvolvia seus trabalhos no Instituto SufrutoverdeuS desde 2002, já havia formado a companhia de teatro Tablado de Ó Linda Brasil em 2008.

Quais são as referências?

Desde o início uma das referências do grupo é o Teatro do Oprimido, método desenvolvido por Augusto Boal que coloca o teatro como ferramenta de transformação social, a partir disso o Movimento de Dramaturgia Rural pauta os seus trabalhos na criação de peças teatrais e no desenvolvimento de sua metodologia, que traz o Teatro do Oprimido para o contexto dos mitos e das fábulas, da cultura oral, da aprendizagem e da educação.

Quais outras atividades vocês também realizam?

Desde 2013, o Movimento de Dramaturgia Rural foi sediado em diversos espaços em Santana de Parnaíba e desenvolvendo a relação com o território passou também a abordar o processo de AgroEcologia como parte integrante do método educacional, além do desenvolvimento de cursinhos pré-vestibular, alfabetização de adultos, oficinas de dança, teatro, yoga e capoeira.

Quem faz parte do coletivo?
O coletivo conta com gente que colabora das maneiras mais diversas, seja através de oficinas voluntárias ou parcerias. Desde 2018, Weber Carvalho atua na cidade de Ourinhos, no desenvolvimento de um espaço cultural misto conjuntamente com alunos e professores da UNESP e o poder público local. Em Santana de Parnaíba Lúcia Steves, Stefani Berionoi, Irla Costa, Tefanako Biruneco, Romildo Souza, Sofia Hoffmann realizam oficinas, montagens teatrais e criação literária, além dos coletivos, egressos do Movimento de Dramaturgia Rural, como o Samba do Pé Vermêio, Cia. Espetaculista de Teatro e Samba das Dandaras, que agregam pessoas como André Bastianon, Cintia Sales, Michele Bispo, João Victor, Luciana Fernandes e muitas outras pessoas que são professoras, artistas, terapeutas, pesquisadores acadêmicos que contribuem constante ou pontualmente.

Qual a importância do reconhecimento do movimento?

Esta é a primeira premiação que o coletivo recebe por seu trabalho de maneira ampla, sendo antes premiações em festivais de teatro em virtude das peças apresentadas. Ter o nosso trabalho reconhecido com a visão que o programa "Cultura Viva" (Governo Federal) aplica a seleção de projetos é uma grande honra e com certeza irá fortalecer as ações que temos realizado.

Após o selo, quais são os futuros projetos?

Com o prêmio pretendemos oferecer em parceria com a Associação de Moradores da Cidade São Pedro oficinas de Teatro, Dança, Yoga, Agroecologia e alfabetização de adultos, além disso serão realizadas oficinas e montagens teatrais no bairro Refúgio dos Bandeirantes, onde temos dialogado com a União da Vila Refúgio e no espaço do Samba do Pé Vermêio, no Centro de Santana de Parnaíba, iremos realizar mensamente o "Sarau [email protected] Que Não Fogem da Luta" e o PéDeCinema, um projeto de cineclube voltado a pesquisa de cultura afro-brasileira.

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